Empresária suspeita de fornecer passaporte falso a Ronaldinho é presa no Paraguai após seis anos
Dalia López era considerada foragida desde 2020 e é investigada por liderar esquema milionário envolvendo documentos falsos e lavagem de dinheiro
A empresária paraguaia Dalia López foi presa nesta quinta-feira (2) em Assunção, após permanecer foragida por seis anos. Ela é apontada como uma das principais envolvidas no caso de falsificação de documentos do ex-jogador Ronaldinho Gaúcho e de seu irmão, Roberto de Assis Moreira, em 2020.
Segundo a polícia paraguaia, Dalia era procurada por uso de documentos públicos falsos, entre outros crimes.
No local onde foi encontrada, as autoridades apreenderam cerca de 220 mil dólares e 330 milhões de guaranis em dinheiro, além de tablets, celulares e um notebook.
As investigações indicam que a empresária liderava uma organização criminosa que movimentou mais de US$ 400 milhões entre 2015 e 2020, com atuação em empresas de fachada, lavagem de dinheiro e sonegação fiscal.
O caso ganhou repercussão internacional após Ronaldinho Gaúcho e seu irmão serem detidos ao entrarem no Paraguai com documentos paraguaios adulterados.
Eles permaneceram presos por cerca de cinco meses, inicialmente em regime fechado e depois em prisão domiciliar, em Assunção.
De acordo com o Ministério Público paraguaio, os dois brasileiros alegaram desconhecer a irregularidade dos documentos e afirmaram ter sido enganados.
Mesmo assim, a Justiça determinou a prisão preventiva, citando risco de fuga.
Em abril de 2020, os irmãos conseguiram a prisão domiciliar após pagamento de fiança milionária.
Já em agosto do mesmo ano, foram autorizados a retornar ao Brasil após acordo judicial que incluiu o pagamento de multas.
As investigações também apontam que uma fundação criada por Dalia López teria utilizado a imagem de Ronaldinho Gaúcho para fins institucionais, o que motivou a ida do ex-jogador ao país.
O caso provocou repercussão política no Paraguai, inclusive com a saída de autoridades ligadas à área de migração.
Após o cumprimento dos acordos judiciais, o processo contra os irmãos foi arquivado, e os valores pagos foram destinados ao combate à pandemia da Covid-19 no país.
Fonte: Correio do lago/g1
Redação: Rudi Walker





















