Sucuris se espalham por rios e lago de Itaipu e surpreendem moradores da região Oeste

Registros recentes indicam aumento da presença do réptil em diferentes pontos, de Guaíra a Foz do Iguaçu

Sucuris se espalham por rios e lago de Itaipu e surpreendem moradores da região Oeste
Sucuris se espalham por rios e lago de Itaipu e surpreendem moradores da região Oeste
Sucuris se espalham por rios e lago de Itaipu e surpreendem moradores da região Oeste
Sucuris se espalham por rios e lago de Itaipu e surpreendem moradores da região Oeste Sucuris se espalham por rios e lago de Itaipu e surpreendem moradores da região Oeste Sucuris se espalham por rios e lago de Itaipu e surpreendem moradores da região Oeste

A presença de sucuris de nome cientifico (Eunectes notaeus) e ou, (Eunectes murinus), dependendo da sua coloração, tem se tornado cada vez mais frequente em diversas regiões do Oeste do Paraná, especialmente em áreas próximas ao Lago de Itaipu e seus afluentes.

O tema chama a atenção de moradores, pescadores e turistas, diante do aumento de registros do animal em ambientes naturais da região, que tambem pode estar relacionado ao periodo de acasalamento, que ocorre durantes os meses de abril e maio.

Espécie de hábito aquático, a sucuri tem como habitat preferencial lagos, áreas alagadas e rios.

No caso do Lago de Itaipu, a incidência do réptil não é novidade. De acordo com relatos e registros informais, a presença desses animais se estende por toda a área, desde a região de Ilha Grande, em Guaíra, até as proximidades da usina, em Foz do Iguaçu.

Ainda que imagens e vídeos compartilhados nas redes sociais tragam à tona alguns desses encontros, especialistas e moradores acreditam que o número real de sucuris seja significativamente maior, podendo ultrapassar em até dez vezes os registros feitos por pescadores e visitantes já que sua ação em busca de alimento é mais no período  noturno.

Um dos casos mais recentes foi registrado no município de Mercedes, na Linha São Luiz, próximo à divisa com Marechal Cândido Rondon. Após a publicação de reportagem sobre o tema aqui no nosso canal,  internautas enviaram novos conteúdos mostrando a presença do animal em diferentes pontos da região.

Entre os registros, há uma imagem captada nas proximidades de um porto de areia, acima da ponte Ayrton Senna, em Guaíra.

Na foto, a sucuri aparece parcialmente, o que impede a confirmação exata de seu tamanho. No entanto, o autor do registro afirma que a parte visível do animal ultrapassava três metros de comprimento, enquanto o restante do corpo permanecia submerso sob aguapés — vegetação aquática comum na região.

Outro material, extraído de um vídeo que circula nas redes sociais, mostra uma sucuri arrastando uma capivara sobre uma ponte de madeira em direção a um rio.

Apesar das imagens impressionantes, não há confirmação oficial sobre o local da gravação, já que o conteúdo tem sido associado a diferentes regiões, possivelmente no Mato Grosso do Sul.

Mesmo com a incerteza quanto à origem de alguns registros, a presença de sucuris em rios da região é considerada real e recorrente.

Bacias como as dos rios Piquiri, Paraná, Iguaçu e São Francisco, além de outros afluentes que deságuam no Lago de Itaipu, já tiveram diversos relatos envolvendo o animal, reforçando que a espécie não se limita apenas à Amazônia ou ao Pantanal.

Especialistas orientam que, ao se deparar com uma sucuri, a recomendação é manter distância e evitar qualquer tipo de aproximação, já que se trata de um animal silvestre que pode reagir quando se sente ameaçado.

Geralmente, evitam contato com humanos e, quando se sentem ameaçadas, o mínimo que pode acontecer é reagir com uma mordida à pessoa.

Extremamente raros são os casos de pessoas serem ingeridas, isso só acontece quando o animal está com muita fome. Vivem a maior parte do tempo submersas, pois na água é onde elas são mais rápidas, ficando mais fácil a captura dos alimentos.

Apesar de existirem muitas lendas sobre as anacondas, elas são animais lentos na terra, por isso elas podem ficar mais agressivas - por não ter muito refúgio, podem usar a agressividade como proteção.

As principais defesas incluem dar botes para manter o agressor longe e proteger a própria cabeça enrolando o seu corpo em volta.

As sucuris, principalmente noturnas, tendem a passar a maior parte de suas vidas dentro ou perto da água.

Fontes e Fotos Internautas/wikipedia.

Redação: Rudi Walker

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