Operação Konomashi prende 14 suspeitos de furtar camionetes de luxo no Oeste do Paraná
Ação da Polícia Civil cumpriu mandados em sete cidades e investiga grupo responsável por furtos que podem ultrapassar R$ 6 milhões
Uma grande operação da Polícia Civil do Paraná (PCPR) foi deflagrada na manhã desta quinta-feira (12) para combater uma organização criminosa suspeita de furtar camionetes de alto valor na região Oeste do Paraná.
A ação, denominada Operação Konomashi, mobilizou cerca de 60 policiais civis em diversas cidades do estado. Ao todo, foram expedidos 16 mandados de prisão preventiva e 24 mandados de busca e apreensão.
Até o momento, 14 pessoas foram presas e dois suspeitos seguem foragidos. Os mandados foram cumpridos nos municípios de Toledo, Cascavel, Guaíra, Iporã, Francisco Alves, Cafezal do Sul e Sarandi.
Em Guaíra, uma mulher foi presa e quatro mandados de busca e apreensão foram cumpridos. Já em Toledo foram expedidos três mandados, em Cascavel quatro, em Iporã quatro, além de um mandado em Francisco Alves, um em Cafezal do Sul e um em Sarandi.
De acordo com o delegado-chefe da 20ª Subdivisão Policial de Toledo, Alexandre Macorin, a investigação foi conduzida ao longo de aproximadamente três meses, envolvendo uma equipe ampla de policiais e um trabalho investigativo detalhado.
Segundo o delegado, a quadrilha é suspeita de furtar pelo menos 20 camionetes de luxo, principalmente da marca Toyota, como os modelos Toyota Hilux e Toyota SW4, veículos de alto valor no mercado. O prejuízo estimado apenas com os furtos já identificados pode chegar a cerca de R$ 6 milhões.
As investigações apontam que o grupo utilizava um dispositivo eletrônico adquirido no Paraguai, capaz de abrir e dar partida nas camionetes. Com esse equipamento, o furto podia ser realizado em cerca de 30 segundos.
O esquema também contava com uma divisão específica de funções. Mulheres atuavam como “batedoras”, monitorando movimentações e possíveis riscos antes da ação criminosa. Já os furtos eram executados por integrantes com conhecimento técnico no uso do aparelho eletrônico.
Após o furto, adolescentes eram utilizados para conduzir as camionetes, estratégia que buscava dificultar a responsabilização penal dos organizadores.
Segundo a Polícia Civil, os veículos furtados eram levados inicialmente para Guaíra, cidade localizada na região de fronteira com o Paraguai.
A partir dali, seguiam para outros destinos, podendo ser comercializados ilegalmente ou utilizados em atividades criminosas.
Em alguns casos, conforme apurado pela investigação, as camionetes eram trocadas por entorpecentes, que posteriormente retornavam para a região para serem comercializados.
Durante as buscas realizadas nesta manhã, também foram apreendidos veículos utilizados como apoio nas ações criminosas, celulares e outros materiais, que passarão por perícia.
De acordo com o delegado Alexandre Macorin, a operação representa apenas a primeira fase das investigações, e novas prisões podem ocorrer à medida que os materiais apreendidos forem analisados.
A Polícia Civil também destacou a colaboração de outras forças de segurança durante o trabalho investigativo, incluindo a Polícia Militar do Paraná (PM) e a Guarda Municipal de Cascavel, que auxiliaram com informações e análise de imagens de câmeras de segurança.
Fonte: Ponto da Notícia
Fotos divulgação: PC





















