Fiscalização ambiental é intensificada nos rios do Paraná no início de 2026
Ações conjuntas do IAT e da Polícia Ambiental Força Verde reforçam o combate a crimes ambientais e pesca predatória
A fiscalização ambiental nos rios do Paraná foi intensificada neste início de 2026, com o aumento da presença de equipes do Instituto Água e Terra (IAT) e da Polícia Ambiental Força Verde em diferentes regiões do estado, especialmente no lago de Itaipú.
As ações têm sido observadas com maior frequência ao longo desta semana, chamando a atenção de moradores, pescadores e usuários das áreas ribeirinhas.
O reforço na fiscalização tem como objetivo coibir crimes ambientais, como a pesca irregular, o transporte ilegal de pescado, a poluição dos cursos d’água e outras práticas que ameaçam o equilíbrio ambiental.
As operações também buscam orientar a população quanto ao cumprimento da legislação ambiental vigente.
De acordo com os órgãos envolvidos, o trabalho integrado entre o IAT e a Polícia Ambiental Força Verde permite ampliar o alcance das ações, tornando a fiscalização mais eficiente e preventiva.
Barreiras fluviais, abordagens a embarcações e vistorias em pontos estratégicos fazem parte da estratégia adotada.
A intensificação das operações ocorre em um período considerado sensível para os rios do Paraná, quando o aumento da atividade humana pode impactar diretamente os recursos naturais.
As autoridades reforçam que a fiscalização continuará durante este mês de janeiro seguindo até o proximo dia 28 de fevereiro de 2026 conforme Portaria IAT 377/2022.
A restrição de pesca é determinada pelo órgão ambiental há quase duas décadas, em cumprimento à Instrução Normativa nº 25/2009 do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). O IAT é um órgão vinculado à Secretaria do Desenvolvimento Sustentável (Sedest), responsável, também, pela fiscalização do cumprimento das regras na pesca.
Considerando o comportamento migratório e de reprodução das espécies nativas, a pesca é proibida na bacia hidrográfica do Rio Paraná, que compreende o rio principal, seus formadores, afluentes, lagos, lagoas marginais, reservatórios e demais coleções de água inseridas na bacia de contribuição do rio.
Entre as espécies protegidas no período estão bagre, dourado, jaú, pintado, lambari, Cascudo, mandi-amarelo, mandi-prata e piracanjuva.
Não entram na restrição peixes considerados exóticos, que foram introduzidos no meio ambiente pelo homem, como bagre-africano, black-bass, carpa, corvina, peixe-rei, sardinha-de-água-doce, piranha-preta, tilápia, tucunaré e zoiudo. Também não entram espécies híbridas, que são organismos resultantes do cruzamento de duas espécies.
“Importante destacar que há uma exceção dentro da Portaria do IAT na classe dos exóticos: a pesca do piauçu (Leporinus macrocephalus), peixe de origem da Bacia do Rio Paraguai, incluindo o Pantanal e o Baixo Rio Paraná, também é proibida durante todo o período de defeso da Piracema, justamente para defender a espécie”, explica o gerente de Monitoramento e Fiscalização do IAT, Álvaro César de Goes.
Informações sobre uma atuação que teria sido realizado no lago de Itaipú na região de Entre Rios do Oeste nesta semana não foi oficialmente confirmado pelas autoridades competentes.
Fonte: IAT
Redação: Rudi Walker
























