Colheita da soja 2025/26 começa no Oeste do Paraná com produtividades elevadas
Primeiras áreas colhidas em Palotina surpreendem com rendimento próximo de 200 sacas por alqueire; cenário nacional aponta novo recorde histórico
A colheita da safra de soja 2025/2026 já teve início na região Oeste do Paraná, com resultados considerados positivos pelos produtores. Conforme apurado pela reportagem, as primeiras áreas colhidas no município de Palotina, que havia ganhado o nome de "capital nacional da soja", apresentaram rendimento em torno de 200 sacas por alqueire, número acima da média histórica e que reforça o otimismo para a atual temporada.
Ainda nesta semana, caso as condições climáticas se mantenham favoráveis, uma área de aproximadamente 30 alqueires deverá ser colhida em uma propriedade localizada no município de Iporã, na divisa com Francisco Alves.
Na região, diversas lavouras já se encontram em fase final de ciclo, indicando avanço gradual da colheita.
Produtores e especialistas destacam que, em áreas onde não houve déficit hídrico ao longo do desenvolvimento da cultura, algumas variedades mais novas de soja apresentam estimativas de produtividade entre 200 e até 216 sacas por alqueire.
O desempenho é atribuído ao bom regime de chuvas em períodos decisivos e ao uso de materiais genéticos mais produtivos e adaptados à região.
Em âmbito nacional, as projeções para a safra 2025/26 também são otimistas e indicam que o Brasil caminha para mais um recorde histórico de produção. Segundo estimativas do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a área plantada deve crescer cerca de 3%, alcançando aproximadamente 49,1 milhões de hectares.
Com a expansão da área cultivada e o avanço tecnológico no campo, a produção brasileira é estimada em 176 milhões de toneladas, superando o recorde da safra 2024/25, revisada para 169,5 milhões de toneladas colhidas em cerca de 47,6 milhões de hectares.
O crescimento esperado está sustentado principalmente pela incorporação de novas áreas agrícolas, especialmente em regiões de fronteira como o MATOPIBA (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), além dos ganhos consistentes de produtividade.
Nos últimos anos, o setor tem investido fortemente em cultivares mais produtivas, manejo mais eficiente e tecnologias que elevam o rendimento das lavouras.
Para a safra 2025/26, a produtividade média nacional é estimada em torno de 3,58 toneladas por hectare, índice considerado elevado.
A expectativa é reforçada por previsões de condições climáticas mais estáveis e pela recuperação de áreas que enfrentaram adversidades em ciclos anteriores, consolidando o Brasil como o maior produtor e exportador mundial de soja.
Redaçao
Rudi Walker
























