Operação Platinum mira esquema bilionário de eletrônicos contrabandeados no Brasil

Produtos entravam ilegalmente no país e eram vendidos online; Receita Federal apreendeu mercadorias e bloqueou bens dos investigados

Operação Platinum mira esquema bilionário de eletrônicos contrabandeados  no Brasil

A Receita Federal do Brasil e a Polícia Federal deflagraram nesta quarta-feira (8) a Operação Platinum, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa suspeita de atuar no contrabando de eletrônicos e na lavagem de dinheiro em diversos estados do país.

A investigação aponta que o grupo movimentou valores que podem chegar a R$ 1 bilhão, por meio da importação irregular de produtos, principalmente oriundos do Paraguai, com posterior revenda no mercado brasileiro.

Os produtos eram comercializados em plataformas digitais como Mercado Livre, Shopee e Magazine Luiza. Entre 2020 e 2024, apenas em uma dessas plataformas, o grupo teria movimentado mais de R$ 300 milhões.

Entre os itens vendidos estavam celulares, equipamentos eletrônicos, robôs aspiradores, dispositivos de internet via satélite, além de perfumes e suprimentos para impressoras.

Segundo as autoridades, a organização possuía atuação interestadual e até transnacional, com estrutura dividida em núcleos responsáveis por diferentes etapas do esquema, como aquisição no exterior, transporte, emissão de notas fiscais falsas e comercialização online.

As investigações também identificaram o uso de empresas de fachada e de “laranjas” para ocultação de patrimônio e movimentação financeira, prática comum em esquemas de lavagem de dinheiro.

Ao todo, estão sendo cumpridos 32 mandados de busca e apreensão e 21 mandados de prisão preventiva nos estados de Goiás, Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Pernambuco.

A operação mobiliza mais de 150 agentes, entre auditores-fiscais e policiais federais. Além das prisões, também estão sendo realizadas fiscalizações administrativas, com apreensão de mercadorias de origem ilícita em empresas investigadas.

As apurações seguem em andamento para identificar todos os envolvidos e aprofundar o rastreamento dos recursos movimentados pelo grupo.

Fonte: Receita Federal e hoje

Redação:Rudi Walker

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